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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

CRIACIONISMO

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CRIACIONISMO

“Somos irmãos das rochas e primos das nuvens”. (Robert Jastrow).

“O homem reconciliando-se com a fé que se lhe esmorecia, sente-se ajoelhado ao céu no fundo misterioso de si mesmo”. (Ruy Barbosa).

“Se Deus não existe, tudo é permitido”. (Ivan, personagem de Dostoiévsky).

Quanto tempo seria necessário para que um macaco, a bater irracionalmente nas teclas de um computador, formasse as palavras de Gênesis 1.1: “no princípio criou Deus os céus e a terra”?

 Imagine uma pedra tão grande que, se estivesse onde a terra está localizada, sua superfície tocaria a estrela mais próxima. A estrela mais próxima está tão longe que sua luz precisa de quatro anos para chegar aqui, viajando a 300 mil km/s. Se um pássaro viesse uma vez a cada milhão de anos e removesse o equivalente ao mais fino grão de areia, quatro dessas pedras seriam desgastadas antes que o campeão dos super-símios (no caso, o macaco), conseguisse digitar Gênesis 1.1. (Bolton Davidheiser, Evolution and Christian Faith).

Sir Fred Hoyle (nature, vol. 294, 12 de novembro de 1981), afirmou que a probabilidade de a vida ter evoluído de matéria morta e parada é comparável a probabilidade de um tornado, ao varrer um depósito de sucata, pudesse montar um Boeing 747 com o material ali encontrado. Essa teoria Hoyle chamou de “mentalidade de entulho”.

As discordâncias entre a ciência (apesar de eu não acreditar que há diferenças, pois ciência e escrituras bem interpretadas não causam erros) e as escrituras, começam logo com o primeiro livro de Gênesis que posiciona a criação de todos os tipos básicos de plantas terrestres, incluindo árvores frutíferas no terceiro dia, dois dias antes da criação das criaturas marinhas, ao passo que os geólogos evolucionistas insistem que as criaturas marinhas vieram a existir milhões de anos antes das árvores frutíferas.

Gênesis diz que Deus fez o sol, a lua e as estrelas no quarto dia, depois da criação das plantas; enquanto que os evolucionistas dizem que o sol existia antes da terra ser formada.

Gênesis declara que os pássaros foram criados no quinto dia, junto com os peixes, mas, na cronologia evolucionista os pássaros vêm depois dos répteis (esses foram criados no sexto dia).

Gênesis posiciona a criação dos insetos no sexto dia (“[...] que rastejam pela terra”), três dias depois que plantas que produzem flores foram criadas. Isto seria impossível se estes dias fossem eras, pois, a polinização requer insetos.

Stephen J. Gould, finado paleontólogo de Harvard, considerava o dedo polegar do urso panda gigante um exemplo de “designer pobre”. Gould, descreveu o polegar do panda (que não é como o polegar humano, mas uma saliência do osso do punho, isto é, do osso radial sesamóide), como um “arranjo improvisado”, uma solução desajeitada, mas funcional.

John Woodmorappe, respondeu a essa interpretação evolucionista dizendo:

“Gould, vê o polegar do panda como um arranjo de improviso, porque é apenas um osso do punho modificado. Diríamos que um pegador de macarrão é uma modificação tipo “arranjo improvisado” de uma tesoura, seria o homem um projetista descuidado só por causa de duas ferramentas que são variações do mesmo princípio? (força aplicada através de alavancas), tão pouco seria impróprio que um projetista inteligente usasse um osso de punho modificado para servir à função de segurar canas de bambu. Porque um projetista inteligente iria criar um órgão muito elaborado apenas para o uso de segurar bambus”?

George B. Shaller, no livro Os Pandas Gigantes de Wolong, escreveu: “o panda consegue manusear varas de bambu com muita precisão, segurando-as como se utilizasse um fórceps, usando a abertura sem pelos entre o primeiro dedo e o pseudo-polegar”.

As baleias, bem como todas as criaturas marinhas, aparecem no quinto dia da criação, precedendo os mamíferos terrestres. O Deus da criação, deu origem a esses animais das profundezas sem a ajuda de vastos períodos de tempo ou formas similares previamente existentes.

Os evolucionistas não conseguem explicar como animais tão bem estruturados evoluíram até a presente forma. Cito apenas três exemplos dentre muitos:

1.   A baleia fêmea dá à luz seus filhotes debaixo da água e os amamenta debaixo da água. O filhote tem o seu conduto respiratório prolongado para além da garganta, a fim de impedir que o leite ejetado entre em seus pulmões. Além disso, seu focinho é especialmente moldado para encaixar-se no receptáculo do corpo de sua mãe evitando assim, que, o bebê baleia receba água do mar junto com o leite materno.

 

2.   O olho da baleia difere dos olhos dos mamíferos terrestres por ter o globo ocular imóvel, pálpebras sem cílios, nenhum tarso nas pálpebras, o eixo ocular voltado para baixo, uma lente mais esférica e membrana esclerótica espessa.

 

3.    O ouvido cetáceo opera na água e consegue resistir a altas pressões quando o animal está nas profundezas.

Será que tais órgãos poderiam ter evoluído por mutações aleatórias e seleção natural? Michael Pitman escreveu: “evidências da evolução, seja das baleias dentadas ou desdentadas não existem”.

A teoria da evolução está atrapalhada com a existência de mamíferos aquáticos, tais como as baleias, pois se vê forçada a concluir que esses monstros das profundezas evoluíram a partir de mamíferos terrestres de quatro membros semelhantes a porcos, os quais, por sua vez, evoluíram de répteis e peixes. Essa teoria não é apenas completamente infundada em termos de evidências genéticas e paleontológicas, como também é absurda em termos de lógica.

Francis Crick, ganhador do premio Nobel, embora ateu, obteve um “momento de verdade” quando confessou:

Um homem honesto, armado de todo o conhecimento disponível atualmente, só poderia declarar que a origem da vida parece ser quase um milagre, pois tantas são as condições que teriam de ter sido satisfeitas para que ela se iniciasse.

 

Num importante trabalho de Malcolm Dixon e Edwin Webb intitulado Enzimas, os autores demonstraram que, devido ao fato de que as enzimas só podem ser formadas por outras enzimas, não se conhece nenhum modo pelo qual a vida sequer pudesse ter começado. George Gaylord Simpson escreveu:

Se a taxa de mutação fosse de 0,00001 (1 em 100 mil) e se a ocorrência de cada mutação dobrasse a possibilidade de outra mutação ocorrer na mesma célula, a probabilidade de que 5 mutações simultâneas ocorressem em qualquer um indivíduo seria de 1 x 10-22, ou seja, se a população fosse de 100 milhões de indivíduos e se uma geração média durasse apenas 1 dia, um evento como o do aparecimento de 5 mutações simultâneas em um único indivíduo seria esperado uma vez a cada 274 bilhões de anos.

E o que dizer sobre os insetos? “estamos no escuro em relação à origem dos insetos”. (Pierre Grassé. Editor do Traite de Zoologie em 35 volumes).

E o ouvido humano? Só o órgão de corti, que é uma crista de células em espiral, com 3 milímetros de diâmetro no ouvido interno, contêm 20 mil pontos sensíveis e mais de 30 mil terminais nervosos.

Pergunta: como poderia funcionar o ouvido se todas as suas partes separadas tivessem de reunir-se ao acaso através de milhões de anos?

Darwin chegou a escrever para o seu amigo botânico Asa Gray, em fevereiro de 1860, “até hoje o olho me faz estremecer”.

“O ouvido que ouve e o olho que vê, o senhor os fez assim; um como o outro”. (provérbios 20.12).

A maioria dos evolucionistas, seguindo os ultrapassados pontos de vista neo-darwinistas de Ernst Mayr, Theodosius Dobzhansky, Julian Huxley e George Simpson, insistem que as aves evoluíram dos répteis através do acúmulo de adaptações graduais. Mas, como isso aconteceu?

 Deveríamos supor que uns poucos répteis começaram a desenvolver apêndices nos flancos de seus corpos e que esses apêndices cresceram em tamanho e complexidade por milhões de anos, até finalmente “voarem”. Mesmo admitindo tal disparate (pois é absurdo segundo as leis genéticas de Mendel), como poderiam tais criaturas terem sobrevivido na luta pela existência? A seleção natural tê-las-ia eliminado antes de voarem; também o padrão de instintos do animal teria que mudar para que ele pudesse se desprender do solo.

A resposta para tudo isso foi dada por Richard Goldschimidt e Stephen J. Gould, que criaram os “macro-saltos-catastróficos”, envolvendo eclosões maciças de radiação cósmica que de alguma maneira produziram monstros geneticamente promissores; tudo ao mesmo tempo e por mero acaso. Gould chamou essa teoria de equilíbrio pontuado, uma verdadeira monstruosidade em termos de ciência-genética.

Os evolucionistas também experimentam um fracasso total para demonstrar como a vida inicial pôde desenvolver-se a partir de elementos químicos inertes.

Ou seja, Para o evolucionismo você não passa de um protoplasma jogado ao vento na beira da praia sem direção alguma; uma gratuita ofensa à inteligência humana.

As diferenças físicas entre homens e macacos são discrepantes:

1.   O nariz humano tem um canal e uma ponta alongada que os macacos não têm.

2.   O homem tem lábios vermelhos, formados por um desdobramento da membrana mucosa que recobre o interior de sua boca; os macacos não têm isso.

3.   Os macacos têm polegares tanto nos pés quanto nas mãos.

4.   A cabeça do homem está equilibrada no alto de sua coluna vertebral; já a cabeça do macaco está ligada à parte anterior de sua espinha e não sobre ela.

Mais de 150 anos de cuidadosas buscas por formas transitivas entre macaco e homem tem fracassado, mas, se os homens vêm evoluindo de animais a milhões de anos, onde estão todos os seres humanos que deveriam estar aqui agora? Ou, onde estão os seus restos mortais?

Se a população mundial aumentasse 1/2% ao ano por 1 milhão de anos ou se o tamanho familiar fosse de 2,5 filhos por família durante 25 mil gerações, o número de pessoas na presente geração excederia 102.100, um número impossível já que somente 10130 elétrons podem ser comprimidos em todo o universo conhecido.

O conceito de homem macaco é errado tanto do ponto de vista bíblico quanto do cientifico. Nunca houve um homem macaco, mas já houve o homem das cavernas, e isso não quer dizer um homem antigo ou estúpido.

Quatro mil anos atrás, Jó descreveu pessoas que habitavam as regiões setentrionais da Arábia:

“Roem os lugares secos, desde muito em ruínas e desolados; comem folhas de arbustos e zimbro. Habitam nos desfiladeiros sombrios; nas cavernas da terra e das rochas”.

Davi foi forçado com centenas de seus seguidores a viver em cavernas do sul da palestina, enquanto o rei Saul procurava destruí-lo. (1 Samuel 22.24). Foi enquanto era esse “homem das cavernas” que Davi compôs os Salmos 57 e 142. Por incrível que pareça o próprio filho de Deus por meio de quem o universo foi criado (João 1), foi rejeitado pela sua própria nação e disse: “as raposas têm seus covis, mas, o filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”. (Mateus 8.20). Chegará um tempo em que a maioria dos seres humanos será reduzida a uma existência de homens das cavernas.

“Os reis da terra, os comandantes, os ricos, os poderosos, todo escravo e todo livre se esconderão nas cavernas e nos penhascos dos montes”. (Apocalipse 6.15-17 e Isaías 2.19-22).

A bíblia declara que Deus criou todas as coisas de forma sobrenatural. O universo veio à existência de modo diferente de qualquer coisa que se possa observar hoje em dia. A criação genuína não mais acontece, conforme a bíblia diz em Gênesis 2.1-3. A obra divina da preservação mantém o universo em existência conforme Hebreus 1.3; e a obra da providência dirige o universo rumo a alvos gloriosos, conforme Colossenses 1.20.

Quando Deus criou os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, ele os fez sem usar qualquer material pré-existente; em dado momento não havia substância física alguma, no momento seguinte passaram a existir os céus e a terra. Isso é chamado de Creatio ex Nihilo (criação do nada).

Só Deus pode nos dizer como o mundo começou, pois nenhum homem lá estava para presenciar a criação; e mesmo se algum humano estivesse presente não compreenderia plenamente.

“[...] onde estavas tu quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize-me se tens entendimento”. (Jó 38).

Nossa dificuldade para entender o processo da criação vem do fato de sermos seres finitos, ou seja, pecadores por natureza. “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”. (1 Coríntios 2.14).

Quando Deus disse “haja luz” e houve luz, num dado instante não havia luz nenhuma no universo e no instante seguinte a luz existiu. “porque Deus disse: de trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nossos corações para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo”. (2 Coríntios 4.6); e Deus pode também ressuscitar de súbito os fisicamente mortos, porque ele é o Deus que “chama à existência as coisas que não existem”. (Romanos 4.17).

No primeiro capítulo de Gênesis pode-se ler sobre uma distinção entre primeiro céu, acima do qual as águas foram elevadas (versos 7-8, 20) e o segundo céu, em que foram postos os grandes luminares (versos 14-17). O terceiro céu estava populado com seres angelicais conforme se lê em Daniel 7.10 e apocalipse 5.11. Esses seres angelicais foram criados no inicio do primeiro dia da criação, pois Jó 38.6-7 fala do seu cântico de alegria pela criação da terra.

O segundo céu é o espaço sideral; na criação estava vazio e escuro, pois sol, lua e estrelas não foram criadas até o quarto dia e Deus não havia pronunciado a palavra que criaria a fonte luminosa que iria fazer separação entre luz e trevas.

O primeiro céu é a camada atmosférica; não possuía nuvens nem vapores, pois as águas ainda não haviam sido levantadas acima da expansão ou firmamento, sob a forma de uma vasta camada térmica invisível de vapor, que deve ter existido até o dilúvio. Não havia nuvens e nem chuva.

O terceiro céu foi um lugar de esplêndida glória ao qual Paulo foi transportado bem cedo em sua experiência cristã conforme se lê em 2 coríntios 12.1-4.

A terra quando foi criada já estava em rotação sobre seu eixo porque em referencia à fonte de luz localizada criada no primeiro dia (Gênesis 1.3), ela passou por três ciclos de dia e noite. Sua crosta era fria, pois estava coberta de água em estado líquido.

A crosta também não apresentava continentes, montanhas ou bacias oceânicas; estes só foram formados no terceiro dia. Também não tinha estratos sedimentares ou fósseis, pois estes foram os efeitos do grande dilúvio.

Deus poderia ter enchido a terra de seres viventes no primeiro dia; mas, êxodo 20.11, sugere que ele fez em seis dias, a fim de prover um padrão para a semana de trabalho em Israel.

Bertrand Russel, um falecido cético bem conhecido, em seu livro “Why I Am Not a Christian” (“Porque não sou Cristão”). Ele disse que quando era criança, Deus lhe era apresentado como a resposta para várias perguntas que ele fazia sobre a existência. Certa feita mergulhado em seus pensamentos perguntou: “bem, e quem criou Deus”? “quando não apareceu resposta nenhuma”, disse ele, “minha fé desabou”.

Por definição Deus é o criador, o começo; ele é eterno e não tem início. Se Deus fosse um ser criado, ele não seria uma causa, mas um efeito, não podendo assim, ser Deus!

Nesse sentido Hugh Ross escreveu: “um Deus eterno está além do tempo, mas, pode ser conhecido”.

Herbert Spencer a mais de um século, observou que nunca se viu um pássaro voar para fora do espaço. Ele concluiu que é impossível o finito penetrar no infinito; para ele, mesmo que Deus existisse, nós nunca poderíamos conhecê-lo pessoalmente e nem perceber a sua existência.

Spencer acertou ao falar que os pássaros nunca voaram para fora do espaço. Mas, se esqueceu de outra possibilidade: o que é infinito pode entrar no que é finito. E foi isso que Deus fez!

Deus tomou a iniciativa ao longo da história de comunicar-se com o homem; sua revelação mais completa foi através de Jesus Cristo. Se eu quisesse comunicar o meu amor a uma colônia de formigas, qual seria a maneira mais eficiente de fazer isso? Seria tornando-me uma formiga. Nós somos, como disse J. B. Phillips, o planeta escolhido!

 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

BREVE SÍNTESE DO NOVO TESTAMENTO

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BREVE SÍNTESE DO NOVO TESTAMENTO

 

“Eu sou a videira, vós as varas: quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim, nada podeis fazer”. (evangelho de Cristo segundo escreveu João).

“O homem não passa de um caniço, o mais fraco da natureza, mas é um caniço que pensa. Não é necessário que o universo se arme para esmagá-lo, pois um vapor ou uma gota de água bastam para matá-lo. Mas, mesmo que o universo o esmagasse, o homem ainda seria mais nobre do que quem o mata, porque sabe que morre e a vantagem que o universo tem sobre ele é: o universo desconhece tudo isso”. (Blaise Pascal. França, Renascimento).

 

EVANGELHO DE CRISTO SEGUNDO ESCREVEU MATEUS

 

Até o renascimento, pensou-se que o evangelho de Mateus tinha sido o primeiro evangelho escrito. Foi o evangelho mais copiado e mais citado durante os dois primeiros séculos da igreja cristã. William Barclay em “The First Three Gospels”, disse que Mateus é o mais importante documento individual da fé cristã; nele, nós temos o relato mais completo e mais sistemático da vida e dos ensinos de Jesus.

A tradição da igreja primitiva é que Mateus (Levi), coletor de impostos e discípulo de Jesus, escreveu o evangelho. Por volta de 1776, Lessing, teorizou um estágio oral no desenvolvimento dos evangelhos sinópticos (do grego: Ler juntos). Segundo Lessing, escritores antigos os modificaram para seus próprios públicos-alvo. Mateus: judeus. Marcos: romanos. Lucas: gentios.

No começo do século 19, J.J Griesbach, teorizou que Mateus e Lucas escreveram relatos separados da vida de Jesus. Marcos por sua vez, escreveu um evangelho curto, tentando mediar esses outros dois relatos.

Este evangelho forma uma ponte lógica, entre o antigo e o novo; entre crentes judeus e crentes gentios. Usa o A.T num formato promessa/realização, como fizeram os primeiros sermões de Atos, que eram chamados “Kerygma”.

O propósito do evangelho era evangelizar e discipular:

1.      Eles deviam ajudar os convertidos judeus informando-lhes da vida e ensino de Jesus;

2.      Eles deviam discipular judeus e gentios crentes, de como ser cristãos.

Holtzmann, diz que Marcos foi o primeiro evangelho escrito e Mateus e Lucas usaram-no como inspiração.

Pápias, bispo de Hierápolis (130 a. D), diz que Mateus escreveu seu evangelho em aramaico; isso é falso, pois, o grego de Mateus não tem características de uma tradução do aramaico. Há jogos de palavras gregas, ex: 6:16, 21:41, 24:30; e, a maioria das citações do A.T são da septuaginta.

Clemente de Roma, fez uma alusão ao evangelho de Mateus em sua carta para Corinto; Inácio, bispo de Antioquia, citou Mateus 3:15, em uma carta aos Esmirniotas. A data do evangelho gira em torno de 50 a. D.

Eusébio de Cesaréia em sua “História Eclesiástica” diz que Mateus usou Marcos como guia estrutural; e Orígenes diz que o evangelho foi escrito por crentes judeus.

Os movimentos geográficos de Jesus em Mateus:

1.      Galiléia;

2.      Norte da Galiléia;

3.      Beréia e Judéia;

4.      Jerusalém.

 

EVANGELHO DE CRISTO SEGUNDO ESCREVEU MARCOS

 

Marcos não é com freqüência citado pelos pais da igreja grega ou apologistas do segundo século. É com certeza, o primeiro evangelho escrito; o primeiro relato oficial da vida de Jesus. Os evangelhos não são biografias, ou histórias modernas; eles são escritos teológicos seletivos, usados para apresentar Jesus à públicos diferentes e trazê-los à fé; fazem parte do propósito de evangelismo. (João 20:30-31).

Marcos é constituído de quatro cenários históricos distintos:

1.      A vida e ensinos de Jesus;

2.      A vida e ministério de Pedro;

3.      As necessidades da igreja primitiva;

4.      O propósito evangelístico de João Marcos.

 

Seu evangelho foi escrito em grego Coiné, a segunda língua do Mediterrâneo. A primeira língua de Marcos era o aramaico, como era de Jesus e judeus na palestina do primeiro século. João Marcos é identificado com o apóstolo Pedro; em seu evangelho ele não registra três episódios em que Pedro foi envolvido.

1.      Seu caminhar sobre a água;

2.      Sendo porta-voz em Cesaréia de Filipe pela fé dos doze;

3.      Sua procuração do imposto do templo para ele e Jesus.

 

Segundo Eusébio de Cesaréia em: “História Eclesiástica”, marcos foi intérprete de Pedro. Irineu em 180 a. D, menciona João marcos como intérprete de Pedro e compilador de suas memórias, depois de sua morte.

De Marcos, sabemos que sua mãe era bem conhecida em Jerusalém e que tinha uma igreja em sua casa. (Marcos 14:15). É possivelmente o homem não identificado que fugiu do Getsêmani (Marcos 14:50-51). Acompanhou seu tio Barnabé e Paulo de volta para Antioquia (Atos 12:25). Esteve na primeira viagem missionária de Paulo (Atos 13:5).

Clemente, de Alexandria em 195 a. D, afirma que aqueles que ouviram Pedro pregar em Roma, pediram a marcos para registrar estes sermões. E Tertuliano em 200 a. D, no livro “Contra Marcião”, diz que marcos publicou as memórias de Pedro.

Lucas, conclui Atos com Paulo ainda na prisão no começo dos anos 60 a. D. Se for verdadeiro que Lucas usou Marcos em seu evangelho, então deve ter sido escrito antes de Atos, e, portanto, antes do ano 60 a. D.

No evangelho, a última semana da vida de Jesus, é o foco de mais de um terço do livro. Segundo C.H. Dodd, a estrutura de Marcos imita o modelo básico da pregação apostólica primitiva que é registrada em Atos 10:37-43. (New Testament Studies).

Marcos é caracterizado por um relato rápido da vida de Jesus; ele não registra longas sessões de ensino; move-se rápido de evento para evento.

 

EVANGELHO DE CRISTO SEGUNDO ESCREVEU LUCAS

 

            Lucas é o evangelho mais longo. Ao lado de Atos contém o maior número de páginas que qualquer outro do novo testamento. Ele escreve o melhor grego Coiné de todos os escritores do novo testamento (com exceção ao autor de Hebreus, Apolo). Lucas se importa com aqueles menos favorecidos.

1.      Mulheres;

2.      Pobres;

3.      Ignorados;

4.      Leprosos;

5.      Criminosos;

6.      Samaritanos.

 

Tertuliano diz que Lucas escreveu o resumo do evangelho de Paulo; e Eusébio de Cesaréia, afirma a autoria do seu evangelho e também de Atos.

Segundo Jerônimo em “Migna”, Lucas, era médico, solteiro; escreveu da Acaia e morreu aos 84 anos em Beócia. Foi um dos primeiros historiadores a usar em sua escrita o método de pesquisa. Segundo W. K. Hobart, ele usa em seus escritos 300 termos relacionados à medicina.

Tanto seu evangelho, como atos, são escritos para Teófilo. Lucas o chama de excelentíssimo; ele usa esse mesmo titulo para Félix (atos 24:03) e Festo (atos 26:25). Teófilo era um nome comum entre judeus e gregos. Este Teófilo pode ter ajudado a pagar as despesas para escrever, copiar e distribuir seu evangelho e Atos.

Seu evangelho dirigia-se aos gentios, pois:

1.      Explica costumes judaicos;

2.      O evangelho é para todo povo;

3.      Cita profecias que se referem à toda carne (citação de Isaías 40);

4.      A genealogia volta até Adão;

5.      Exemplo do A.T anunciam o amor de Deus pelos gentios.

 

Lucas 21 é diferente de Mateus 24 e marcos 13, no que se refere ao retorno de Cristo e o fim do mundo. Lucas fala do evangelismo do mundo que leva tempo para a igreja realizar e enfatiza que o reino de Deus está aqui e agora. Os dois primeiros capítulos são únicos de seu evangelho, contendo 4 milagres únicos e 9 parábolas únicas; sendo que, divide com Mateus 3 parábolas.

 

EVANGELHO DE CRISTO SEGUNDO ESCREVEU JOÃO

 

Mateus e Lucas começam com o nascimento de Jesus; marcos começa com o seu batismo, mas, João começa antes da criação. A frase “o discípulo amado”, é identificado por Polícrato e Irineu, como sendo João, o apóstolo. O autor conhecia os ensinos e rituais judaicos. Conhecia a Palestina e Jerusalém. Era membro do grupo apostólico.

Irineu (120-202 a.D), que foi associado com Policarpo, conhecia João, o apóstolo: “João, o discípulo do senhor que reclinou sobre o seu peito e ele mesmo publicou o evangelho na Ásia”.

Clemente de Alexandria (153-217 a. D): “João foi divinamente movido pelo espírito e compôs um evangelho”.

Justino Mártir (110-165 a. D), em seu livro: “Diálogo com Trifo”, também aludiu que João é o autor do 4º evangelho.

Originalmente foi escrito para as igrejas da província romana da Ásia menor; por causa da simplicidade e profundidade do relato da vida de Jesus e se tornou o evangelho favorito dos crentes gentios helenistas.

Razões para duvidar da autoria tradicional:

1.      Faz conexão com temas gnósticos;

2.      Há um apêndice no cap. 21;

3.      Discrepâncias cronológicas com os sinópticos;

4.      João não teria referido a si mesmo como “discípulo amado”.

 

Segundo W. F. Albright, afirma que o evangelho é do final dos anos 70 a. D. O evangelho começa com um prólogo filosófico-teológico, baseado na mitologia grega “Logos divino”, depois chamado de “razão” pelo filósofo grego Heráclito de Éfeso.

 

ATOS

 

A igreja primitiva desenvolveu e circulou duas coleções dos escritos do novo testamento:

1.      Os evangelhos;

2.      O apóstolo (cartas de Paulo).

O título do livro é encontrado em formas ligeiramente diferentes nos textos gregos antigos. Dídimo o chama de manuscrito sinaítico. Atanásio e Tertuliano o chamam de Atos dos Apóstolos e Crisóstomo o chamou de Atos dos Santos Apóstolos.

A palavra grega para “Atos” é ‘Práxis’ e ela reflete um gênero literário utilizado no mediterrâneo antigo.

O fragmento do Cânon Muratoriano (180-200 a.D) de Roma diz: “compilado por Lucas, o médico”. Clemente de Alexandria e Orígenes também identificaram Lucas como o autor de Atos. Torrey, acredita que Lucas usou documentos em aramaico ou fontes de tradições orais para os primeiros 15 capítulos. Se isso é verdadeiro, Lucas é um editor desse material, não um autor. Nos últimos sermões de Paulo, Lucas dá somente um resumo das palavras de Paulo, não relatos literais!

Atos, cobre um período de tempo que vai de 30 – 63 a. D. Paulo foi liberto da prisão em Roma no meio dos anos 60, e detido novamente. Foi executado sob Nero nas perseguições de 65 a. D.

Eventos históricos registrados em atos:

1.      Vasta fome no império de Claudio – 44 a. D;

2.      Morte de Herodes Agripa I – primavera;

3.      Pró-consulado de Sergio Paulo em 53 a. D;

4.      Expulsão dos judeus de Roma por Claudio;

5.      Pró-consulado de Gálio;

6.      Pró-consulado de Félix;

7.      Substituição de Félix por Festo;

8.      Oficiais romanos: Marcelo e Marulo.

 

Em Atos são mencionados 32 países, 54 cidades e 9 ilhas mediterrâneas; as 3 mais importantes cidades são:

1.      Jerusalém;

2.      Antioquia;

3.      Roma.

Há mais de 95 pessoas mencionadas em Atos, mas, as mais importantes são: Pedro, Estevão, Filipe, Barnabé, Tiago e Paulo.

Atos está relacionado com o mal entendido que rodeava a morte de Jesus (por traição); Lucas está escrevendo para gentios (Teófilo, Possivelmente um oficial romano) ele usa os discursos de Pedro, Estevão e Paulo para mostrar a conspiração dos judeus e a positividade dos oficiais governamentais romanos para com o cristianismo.

Principais magistrados de Filipos contidos em Atos:

1.      Gálio;

2.      Asiarcas de Éfeso;

3.      Claudio Lísias;

4.      Félix;

5.      Pórcio Festo;

6.      Agripa II;

7.      Públio.

Lucas defende Paulo diante da igreja gentia, pois ele foi repetidamente atacado por grupos judaicos e helenistas. Lucas mostra a normalidade de Paulo ao claramente revelar seu coração e teologia em suas viagens e sermões.

Atos é para o novo testamento o que Josué até II Reis é para o A.T: narrativa histórica.

 

INTRODUÇÃO À ROMANOS

 

Agostinho de Hipona foi convertido em 386 a. D, lendo Romanos 13:13-14. A compreensão de Lutero acerca da salvação foi mudada em 1513 a. D, quando ele comparou Salmos 31:1 com Romanos 1:17. John Wesley foi convertido em 1738 a. D, lendo o sermão de Lutero na introdução à Romanos.

Romanos foi escrito entre 56 e 58 a. D.; foi possivelmente escrito em Corinto para o fim da 3ª viagem de Paulo antes de partir para Jerusalém. A carta afirma seu destino para Roma.

A fundação da igreja em Roma:

1.      Não se sabe quem a fundou; podem ter sido algumas pessoas que estavam visitando Jerusalém no dia de pentecostes e foram convertidas e retornaram para casa para iniciar uma igreja. (Atos 2:10);

2.      Poderiam ter sido discípulos que fugiram da perseguição em Jerusalém depois da morte de Estevão;

Martinho Lutero nomeou a carta como sendo “o evangelho mais puro”. O portador da carta de Paulo na Grécia para Roma foi Febe, uma diaconisa, que estava viajando naquela direção (Romanos 16:1). A maioria das cartas de Paulo são firmemente ilustradas por uma situação local, mas, Romanos não! Ela é uma apresentação sistemática de uma fé de longa duração do apóstolo.

Romanos é o livro mais sistemático e doutrinário do apóstolo Paulo. Algo ocorreu que fez Paulo escrever essa carta (talvez o ciúme entre judeus crentes e a liderança gentia).

O propósito era apresentar-se à igreja romana. Havia muita oposição a Paulo de judeus convertidos em Jerusalém (concílio de Jerusalém de atos 15), de judeus não sinceros (gálatas e II coríntios 3:10-13) e de gentios (colossenses e efésios), que tentaram fundir o evangelho com suas teorias favoritas.

Paulo foi acusado de ser um inovador perigoso, acrescentando coisas aos ensinamentos de Jesus. Romanos foi sua maneira de defender-se, mostrando como o seu evangelho era verdadeiro, usando o antigo testamento e os ensinos de Jesus.

Breve esboço:

Necessidade da justiça divina:

1º.    Declínio do mundo gentio;

2º.    Hipocrisia dos judeus ou moralistas pagãos;

3º.    Condenação universal.

Qual é a justiça divina:

1º.    Justiça pela fé;

2º.    A base da justiça – a promessa de Deus.

A realização da justiça:

1º.    O amor imerecido;

2º.    Alegria inigualável;

3º.    O maravilhoso amor de Deus.

 

INTRODUÇÃO À I CORÍNTIOS

 

No fragmento muratoriano, que era uma lista dos livros canônicos de Roma 180 – 220 a. D, é listada como o primeiro escrito de Paulo. Ela, juntamente com II Coríntios dá-nos um primeiro olhar da igreja do N.T, sua estrutura, métodos e mensagem.

Corinto era uma rota marítima ao sul da Grécia (especializada em cerâmica e bronze). Corinto era também um centro cultural importante do mundo Greco-romano porque sediava os jogos ístimicos que começaram em 581 a. C, no templo de Poseidon.

Em 145 a. C, Corinto foi destruída pelo general romano Lúcio Múmio e a população dispersada. Por sua importância econômica foi reconstruída em 48 a. C por Júlio César; tornou-se uma colônia romana onde soldados romanos se aposentavam.

Lá estava situado o templo para Afrodite. Segundo o historiador Estrabão, eram incorporadas ao templo cerca de 1.000 prostitutas para cultos de fertilidade.

Paulo encontrou Áquila e Priscila, judeus crentes fazedores de tendas de couro, em Corinto. Foram expulsos de Roma em 49 a. D, pelo edito de Claudio, imperador romano (contra rituais judaicos). Silas e Timóteo estavam em missões na Macedônia (atos 18:5). Paulo ficou em Corinto 18 meses.

Clemente de Roma atestou que Paulo é o autor da carta aos coríntios.

Quantidade de cartas que Paulo escreveu para Corinto:

1.      Duas cartas: I e II coríntios;

2.      Três cartas: 1 sendo perdida;

3.      Quatro cartas: com duas sendo perdidas.

Alguns estudiosos encontram partes das duas cartas perdidas em II Coríntios.

 

INTRODUÇÃO À GÁLATAS

 

Martinho Lutero expressou: “o pequeno livro de Gálatas é minha carta, eu noivei com ela, ela é minha esposa”.

Curtis Vaughan escreveu: “poucos livros influenciam tanto a mente dos homens”.

Galácia se refere aos gálatas étnicos do platô central do norte da Turquia. Eram celtas que invadiram essa área no 3º século a. C. Eram chamados de gallo-gregos. Foram derrotados em 230 a. C, por Átalo I, o rei de Pérgamo.

Alguns tem ligado a doença de Paulo em gálatas 4:13 à malária. Afirma-se que Paulo foi para o norte para as regiões montanhosas a fim de afastar-se das planícies costeiras, infestadas de malária.

Relação de Gálatas com atos: Paulo fez cinco visitas à Jerusalém registradas em Atos:

1.      Depois de sua conversão;

2.      Para aliviar a fome das igrejas gentias;

3.      Concilio de Jerusalém;

4.      Visita breve;

5.      Outra explicação do trabalho gentio.

Há duas visitas à Jerusalém registradas em Gálatas:

1.      Depois de 13 anos;

2.      Depois de 14 anos.

Atos 9:26 está relacionado com Gálatas 1:18.

 


INTRODUÇÃO À EFÉSIOS

 

O poeta Samuel Coleridge chamou a carta de Efésios de “a divina composição do homem”. João Calvino chamou-a de “meu livro favorito da bíblia”. John Knox pediu que os sermões de Calvino baseados em Efésios fossem lidos para ele em seu leito de morte. Este livro foi chamado “a jóia de coroação” ou “ponto culminante” da teologia de Paulo. Todos os grandes temas de Paulo são expressos de uma maneira resumida, mas, bem feita; em romanos instigou-se a reforma, em efésios lê-se sobre reunir a cristandade espalhada.

Inácio de Smirna (30 – 107 a. D) afirma que Paulo é o autor da carta. A autoria de Paulo também é confirmada por clemente de Alexandria (150 – 210 a. D) e Policarpo (65 – 155 a. D).

Os finais tanto de colossenses quanto de Efésios, tem 29 palavras que são exatamente as mesmas em grego. (há duas palavras adicionais em colossenses).

Erasmo de Roterdã foi o primeiro a pôr em duvida a autoria de Paulo; ele apontou 3 motivos:

1º.    O seu estilo é de sentenças longas que não aparecem nas outras cartas de Paulo;

2º.    Não há cumprimentos pessoais;

3º.    O vocabulário é único.

A erudição crítica do século 18 começou a negar a autoria de Paulo.

Motivos:

1.      Vários versos parecem ser de um crente de segunda geração (3:5);

2.      Algumas palavras teológicas foram usadas com definições discrepantes (ex: mistério);

3.      Singularidade do gênero de uma carta cíclica.

Mais de um terço das palavras de colossenses estão em Efésios. 75 dos 155 versos de Efésios têm um paralelo em colossenses:

1.      Ambas as cartas foram entregues pelo amigo de Paulo, Tíquico;

2.      Ambas foram enviadas à Ásia menor;

3.      Ambas tratam do mesmo tópico Cristológico;

4.      Ambas enfatizam Cristo como cabeça da igreja.

Em Colossenses a igreja é sempre local, mas, em Efésios é universal. Isso é devido a natureza cíclica da carta de Efésios. Vários termos paulinos são usados de maneira diferente. Ex: mistério; em Colossenses o mistério é Cristo e em Efésios é o plano de Deus anteriormente escondido, mas agora revelado. Efésios têm em torno de 30 citações do A.T; enquanto que Colossenses têm apenas duas ou três.

Aparentemente logo depois de escrever colossenses, com tempo à sua disposição na prisão, Paulo desenvolveu os mesmos temas. Efésios caracteriza-se por sentenças longas e conceitos teológicos bem desenvolvidos (1:3-14, 2:1-10, 3:1-12). Já em colossenses o tema central é a unidade de todas as coisas em Cristo.

Similaridades de estruturas em colossenses e efésios:

1.      Elas têm muitas aberturas semelhantes;

2.      Têm seções doutrinárias tratando fundamentalmente de Cristo;

3.      Há seções admoestando o estilo de vida cristão, usando os mesmos termos e frases.

A heresia, que era uma característica proeminente em colossenses, não é diretamente mencionada em efésios. Contudo, ambas as cartas usam termos gnósticos característicos:

1.      Sabedoria;

2.      Conhecimento;

3.      Plenitude;

4.      Principados e potestades;

5.      Dispensação.

A previsão mais fundamentada para a escrita de Efésios é na primeira prisão de Paulo em Roma, por volta de 60 a. D.

 

INTRODUÇÃO À FILIPENSES

 

Esta é uma das cartas mais informais de Paulo. Com esta igreja ele não sentiu a necessidade de afirmar a sua autoridade apostólica. No livro há 104 versos; o nome ou título de Jesus ocorre 51 vezes. Esta carta inclui um exemplo de um hino cristão primitivo ou poema litúrgico (2:6-11). É uma das passagens cristológicas mais excelentes do N.T. Paulo a usa como um exemplo da humildade de Cristo para ser imitado por todos.

 

Como o evangelho chegou à Filipos:

Na segunda viagem missionária de Paulo, ele queria contornar o norte para entrar na Ásia central. Em vez disso, numa visão ele viu um homem chamando-o para vir e ajudá-los. (Atos 16:6-10). Por esta visão o espírito dirigiu Paulo à Europa. Paulo estava acompanhado de Silas; este era um líder da igreja de Jerusalém e um profeta que substituiu Barnabé como cooperador missionário de Paulo.

Outro companheiro de Paulo era Timóteo. Este, era um convertido da primeira viagem missionária de Paulo; sua mãe era judia e seu pai era grego. Paulo circuncidou Timóteo para que ele pudesse ser aceito pelos judeus.

Lucas também foi companheiro de Paulo, ele foi aparentemente um médico gentio (Cl. 4:14). Alguns acham que o termo médico significava “altamente educado”. É certamente verdadeiro que Lucas estava à par de várias áreas técnicas, além da medicina, tal como navegação.

F. F. Bruce, sugere que Lucas ficou em Filipos para ajudar os novos convertidos e coletar o fundo de auxílio gentio para a igreja de Jerusalém. Ele pode ter sido também médico pessoal de Paulo, já que Paulo tinha vários problemas físicos, devido a sua conversão (Atos 9:3-9).

Tertuliano de Cártago em 210 a. D e Clemente de Roma em 95 a. D, confirmaram a autoria de Filipenses à Paulo.

 

v  Cronologia das cartas paulinas

 
Livro
Data
Lugar de escrita
Gálatas
48
Antioquia – Síria
I Tessalonicenses
50
Corinto
II Tessalonicenses
50
Corinto
I Coríntios
55
Éfeso
II Coríntios
56
Macedônia
Romanos
57
Corinto
Colossenses
Início dos 60 (prisão)
Roma
Efésios
Início dos 60 (prisão)
Roma
Filemon
Inicio dos 60 (prisão)
Roma
Filipenses
Fim de 61 (prisão)
Roma
I Timóteo
63
Macedônia
Tito
63
Éfeso
II Timóteo
64
Roma


 

 

 

Propósitos da carta:

1.      Comunicar a ação de graças de Paulo para essa igreja amorosa que o ajudou com dinheiro e até enviou um ajudante de nome Epafrodito;

2.      Encorajar os filipenses em meio aos falsos ensinamentos que eram parecidos aos dos judaizantes dos gálatas;

3.      Encorajar os crentes filipenses à alegria mesmo em meio a perseguição.

Breve esboço do contexto:

Saudação:

1.      De Paulo e Timóteo;

2.      Aos santos em Filipos.

Oração:

1.      Cooperadores no evangelho desde o primeiro momento;

2.      Apoiadores do ministério de Paulo.

 

Pedidos de Paulo por:

1.      Amor abundante;

2.      Conhecimento abundante;

3.      Discernimento abundante;

4.      Santidade abundante.

Confiança de Paulo na libertação por causa de:

1.      Suas orações;

2.      Espírito santo.

Planos de Paulo relacionados à Filipos:

1.      Enviar Timóteo;

2.      Retornar Epafrodito.

 

INTRODUÇÃO A TIAGO

 

Este é o livro favorito do filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard, e o menos favorito de Martinho Lutero, pois para ele, o livro contradiz a ênfase “justificação pela fé” que Paulo escreve aos romanos. O autor tradicional é Tiago (“Jacó” em hebraico), o meio irmão de Jesus e um dos quatro (Marcos 6:3).

Ele foi o líder da igreja de Jerusalém de 48 a 62 a. D. O historiador Hegesipo, informa que ele foi chamado de Tiago “o justo” e depois foi apelidado de “joelhos de camelo”, pois, constantemente orava de joelhos. Tiago não era um crente até depois da ressurreição; ele estava presente no cenáculo quando o espírito veio no pentecostes; era casado e é referido por Paulo como “uma coluna”.

O historiador Flávio Josefo em sua obra “a antiguidade judaica” diz que Tiago foi apedrejado em 62 a. D, pelos saduceus do sinédrio; já Clemente de Alexandria diz que ele foi empurrado da área do templo.

A. T. Robertson em seu livro “Studies in the Epistle of James” escreveu: “há várias provas que a epístola foi escrita pelo autor do discurso de atos 15:13-21. Há similaridades delicadas de pensamento e estilo sutil demais para mera imitação ou cópia. A mesma semelhança aparece entre essa mesma carta e a carta para Antioquia, também escrita por Tiago.” (atos 15:23-29).

Há dois outros homens chamados “Tiago” no N.T. No entanto, Tiago, o irmão de João, foi morto muito cedo em 44 a. D, por Herodes Agripa I. O outro Tiago, o menor, nunca é mencionado fora das listas dos apóstolos. O autor dessa epístola parece ser bem conhecido.

Jerônimo disse que Tiago era primo de Jesus (de Alfeu e Maria de Clopas); obteve isso comparando Mateus 27:56 com João 19:25.

Orígenes informou que ele era meio irmão de um casamento anterior de José; e, Helvídio afirmou que ele era um verdadeiro meio irmão de Jesus.

A data da carta gira em torno de 49 a. D, antes do concilio de Jerusalém; é, portanto, o livro mais antigo do novo testamento.

Esta carta não estava na lista canônica da África do norte em 360 a. D; chamada de “Lista de Chelltenham”. Erasmo de Roterdã tinha dúvidas sobre ela, como fez Martinho Lutero, que a chamou de “epístola de palha”.

Os líderes da escola Antioquina, de interpretação bíblica Crisóstomo (345 – 407 a. D) e Teodoreto (393 – 457 a. D), aceitaram a autoria de Tiago. Ela foi aludida em 96 a. D por Clemente de Roma e Justino Mártir. É citada por Orígenes em seu comentário sobre João 19:23; e, Agostinho de Hipona defendeu sua inclusão no cânon.

Termos e frases:

1.      Não há mudança nem sombra de variação;

2.      Confessai os vossos pecados uns aos outros;

3.      Tende por motivo;

4.      Cumpridores da palavra;

5.      Coroa da vida;

6.      Mais duro juízo;

7.      Ungir.

 

INTRODUÇÃO À JUDAS


Judas é um livro amedrontador, sobre o perigo recorrente de erro, rebelião e juízo. O estilo e a forma grega de Judas, são a de um grego Coiné bem escrito. Judas deve ter tido uma exposição cosmopolita; usa uma abordagem franca e direta para o mandato de viver piedoso neste mundo de pecado e rebelião.

A relação literária de Judas com II Pedro:

1.      Dos 25 versos em Judas, 16 tem alguma associação com II Pedro 2:1-18;

2.      II Pedro cita Judas;

3.      Judas cita II Pedro.

O uso literário hebraico do 3:

1.      Três eventos de apostasia do A.T;

2.      Três personagens do A.T.

 

Quando Judas escreveu esta carta, a presença física dos apóstolos havia passado; Judas menciona os problemas morais dos falsos mestres, mas ele não discute erros doutrinários. Ele usa exemplos do A.T e não os ensinos de Jesus.

Judas queria encorajar os crentes a:

1.      Crescer espiritualmente;

2.      Assegurar a salvação;

3.      Ajudar os caídos.

 

Þ    Livros não canônicos:

O A.T cita escritos não inspirados (Números 21:14; Josué 10:13 e I Reis 11:41). Jesus usou fontes não canônicas como material ilustrativo. (Mateus 23:35). Paulo de Tarso, usa o poeta grego Arato, em Atos 17:28. Tiago usou tradição rabínica em sua epístola (Tiago 5:17). E João usou mitologia de cosmologias orientais.

Os livros apócrifos ou não canônicos circulavam amplamente entre os crentes do 1º século e eram teologicamente influentes.

Atenágoras em 117 a. D, policarpo em 140 a. D e Orígenes em 205 a. D, afirmaram a canonicidade de Judas. Agostinho de Hipona em 400 a. D e Cirilo de Jerusalém em 310 a. D, fizeram uso da carta de Judas em seus escritos.

A carta de Judas juntamente com II Pedro, II e III João foi rejeitada pela igreja Síria primitiva.

Termos e frases:

1.      Fé que uma vez por todas foi entregue aos santos;

2.      Nossa comum salvação;

3.      Sob trevas, em algemas eternas;

4.      Fogo eterno;

5.      Único Deus.


Judas fez uso de no mínimo quatro livros apócrifos:

1.      Assunção de Moisés;

2.      O livro de Enoque;

3.      O testamento de Naftali (vers. 6);

4.      O testamento de Aser (vers. 8).


Clemente de Alexandria diz no seu livro “Adumbrações” que esta carta foi escrita por Judas, irmão de Tiago, irmão do Senhor. Epifânio e Atanásio disseram a mesma coisa e também o chamaram de apóstolo. Kummel escreveu: “Como irmão de Tiago é suficientemente claro. Havia um só Tiago eminente e bem conhecido, irmão do senhor. “(Tiago 1:1).

Judas é um dos irmãos de Jesus, o terceiro a ser mencionado em Marcos 6:3 e o quarto em Mateus 13: 55.


ROMA

 
O século 8 a. C, viu a fundação de Roma. Dois séculos de guerras com Cártago na África do norte, chegaram ao fim com a vitória romana em 146 a. C.

Sob Pompeu conquistaram a bacia do Mediterrâneo e com Julio César a Gália. Após a morte deste, Augusto derrotou as forças de Antônio e Cleópatra na batalha de Ácio, na Grécia em 31 a. C, tornando-se o imperador de Roma.

·         Augusto (27 a. C – 14 d. C): sob quem ocorreu o nascimento de Jesus; o recenseamento ligado ao seu nascimento e os primórdios do culto ao imperador.

·         Tibério (14 – 37): sob quem Jesus efetuou seu ministério e foi morto.

·         Calígula (37 – 41): ordenou que uma estátua sua fosse colocada no templo de Jerusalém; morreu antes do desejo ser aceito.

·         Nero (54 – 68): sob quem Pedro e Paulo foram martirizados.

·         Vespasiano (69 – 79): ainda general romano esmagou uma revolta dos judeus e com o seu filho Tito destruiu o templo em 70 d. C.

·         Domiciano (81 – 96): cuja perseguição contra a igreja inspirou a escrita do apocalipse.

 

HERODES

 

Herodes governou Roma de 37 à 4 a. C. Seu pai, Antípater subiu ao poder graças a favores políticos e aproveitou para lançar o filho na carreira militar e política.

Herodes era um indivíduo astuto, invejoso e cruel. Assassinou duas esposas e três noras. Augusto certa feita admitiu: “é melhor ser um porco de Herodes do que ser seu filho”.

Sua política se caracterizava por toques de recolher e pesados impostos, apesar de às vezes distribuir comidas e roupas de graça aos necessitados. Herodes morre em 4 a. C, de câncer nos intestinos.

Dinastia de Herodes:

·         Arquelau: etnarca da Judéia, Samaria e Iduméia.

·         Herodes Filipe: tetrarca da Ituréia, Traconites, Gaulanites, Auranites e Batanéia.

·         Herodes Antipas: tetrarca da Galiléia e Peréia. João Batista repreendeu a Antipas por se divorciar da esposa para casar-se com Herodias, esposa de seu meio irmão e por causa disso teve sua cabeça cortada. Jesus chamou Herodes Antipas de “essa raposa”. (Lucas 13:32).

Herodes Agripa I, neto de Herodes, o grande, executou o apóstolo Tiago filho de Zebedeu e também encarcerou a Pedro (atos 12).

Herodes Agripa II, bisneto de Herodes, o grande, ouviu Paulo em sua autodefesa (atos 25:26).

 

A SOCIEDADE ROMANA

 

A palestina não possuía ruas pavimentadas, mas haviam algumas estradas principais. Uma partia de Jerusalém para Belém e Gaza; e outra para Jerusalém, Betânia, Jericó e Damasco (essa percorrida por Paulo quando teve sua visão de Jesus).

As pessoas viajavam a pé, em lombo de burro, a cavalo, em mulas, com carruagem ou liteiras. As ferrovias eram perfeitas, tanto que os primeiros missionários cristãos as usavam com bom proveito.

O Egito fornecia pão para o império romano e Alexandria era o porto principal. Os navios alexandrinos atingiam até 60 m de comprimento e eram equipados com vários remos e velas, quase sempre escravos remavam divididos em 10 fileiras. Paulo usou um desses barcos quando sofreu um naufrágio.

O material de escrita era o óstracos (pedaços quebrados de cerâmica) e tabletes recobertos de cera.

As casas romanas eram de madeira ou apenas cabanas velhas; na porção oriental do império as casas eram de estuco e tijolos cozidos ao sol. Os telhados eram cobertos de telhas ou palhas. Na cozinha havia um forno de barro ou de pedra. Lâmpadas de azeite proviam a iluminação.

Os homens usavam túnicas que iam até os joelhos; no frio uma manta pesada era usada por cima dessa túnica. As vestes eram usualmente de cor branca.

Já as mulheres usavam uma túnica curta com roupa de baixo. As mais ricas usavam batom, sombra nos olhos, colares e brincos; ostentavam longos cabelos; enquanto os homens tinham cabelos curtos ou raspados com navalha.

“Nec plus ultra?”.